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13º Congresso Brasileiro de Clinica Médica | 3º Congresso Internacional de Medicina de Urgência e Emergência

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Centrosul - / | 08 a 11 de outubro de 2015

Dados do Trabalho


Título

RELATO DE CASO: RUPTURA ESPLÊNICA PATOLÓGICA POR DENGUE

Fundamentação/Introdução

A ruptura espontânea de baço é uma complicação rara e de diagnóstico difícil. Muitas infecções são conhecidas por levar à esta complicação, incluindo a mononucleose infecciosa, malária, febre tifóide, varicela, endocardite infecciosa, febre Q, influenza, aspergilose e dengue.Supõe-se que uma combinação de diminuição de fatores de coagulação e trombocitopenia grave pode levar a esse fenômeno, no entanto, o mecanismo exato de ruptura do baço na dengue não é clara.

Objetivos

Relatar um caso de ruptura esplênica espontânea em paciente com dengue

Delineamento e Métodos

estudo descritivo a partir de dados do prontuário

Resultados ou Descrição do Caso (quando Relato de Caso)

Homem, 53 anos, compareceu ao ambulatório no Centro de Referência da Dengue (CRD) no segundo dia de evolução com queixa de anorexia, cefaléia, dor retro-orbitária, febre, mialgia, prostração/astenia e tosse seca. Ao exame físico não foi encontrado alterações e exame laboratorial apresentava apenas uma plaquetopenia de 119.000. Com quatro dias de evolução, paciente retornou ao CRD relatando fraqueza e dor abdominal em quadrante superior esquerdo. Ao exame físico apresentava desidratação e PA 70 x 50 mmHg . Os exames laboratoriais apresentavam hematócrito 36,7%; hemoglobina 12,4 g/dl; leucócitos 12.300 cél/µL/mm3; plaquetas 21.000; TGO 567 / TGP 604. Foi internado e evoluiu com distensão abdominal, icterícia, hipotensão, taquicardia, taquipnéia, aumento da leucocitose e diminuição do hematócrito. Realizou USG abdominal total que evidenciou ascite abdominal e pélvica, baço de difícil avaliação com contornos irregulares. Realizou tomografia computadorizada abdominal que foi evidenciado hematoma esplênico subcapsular e líquido livre em cavidade. Foi submetido a laparotomia de urgência, onde visualizou-se volumosa quantidade de sangue em cavidade e ruptura de baço ao nível do hilo esplênico. Realizou esplenectomia total e drenagem de cavidade. Posteriormente, paciente foi para UTI onde se recuperou sem complicações. Com nove dias de evolução, foi solicitado a sorologia IgM para dengue que apresentou reagente.

Conclusões/Considerações Finais

No caso relatado, o paciente teve um quadro de dengue grave e uma complicação pouco descrita na literatura. Acredita-se que a ruptura do baço seja causada pela infiltração esplênica, consumo de fatores de coagulação e severa trombocitopenia. Resultam em hemorragias intraesplênicas e subcapsulares com risco de ruptura. O tratamento de escolha é a esplenectomia.

Palavras-chave

Dengue, ruptura, baço

Área

Clínica Médica

Instituições

Faculdade de Medicina de Campos - Rio de Janeiro - Brasil

Autores

Luiz José Sousa, Bruna Rodrigues Brandolini, Júlia Gomes Parente, Fernanda Boechat Pires, Luiza Nacentes Machado