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13º Congresso Brasileiro de Clinica Médica | 3º Congresso Internacional de Medicina de Urgência e Emergência

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Centrosul - / | 08 a 11 de outubro de 2015

Dados do Trabalho


Título

ESTUDO CLÍNICO RANDOMIZADO DA EFETIVIDADE DA AVALIAÇÃO NUTRICIONAL EM PACIENTES ADULTOS COM ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO PRÉVIO

Fundamentação/Introdução

As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são responsáveis por cerca de 60% da mortalidade global. Dentre elas, o acidente vascular encefálico (AVE) é a primeira causa de incapacidade e a segunda causa de mortalidade no mundo. No Brasil, foram registrados mais de 100 mil óbitos devido ao AVE em 2013. Entre os fatores de risco conhecidos temos: tabagismo, obesidade, dieta inadequada, sedentarismo e hipertensão arterial, que eleva o risco para AVE em 2,5. Dentre os fatores de risco modificáveis, a mudança do estilo de vida e a mudança do padrão alimentar contribuem para redução do risco de AVE. Estudos prospectivos apontam que o aumento da ingesta de frutas, vegetais e redução de sódio, doce e gordura da alimentação influenciam no desfecho dessa patologia.

Objetivos

Comparar a eficácia da dieta DASH (dietary approaches to stop hypertension) com a dieta habitual para melhora dos fatores de risco cardiovasculares em pacientes com história prévia de AVE.

Delineamento e Métodos

63 pacientes adultos, com idade media de 58 anos (+/- 12 anos), hipertensos e com AVE prévio (até 3 meses do incidente) foram randomizados para receberem orientações sobre a dieta DASH (grupo de intervenção GI) ou seguirem dieta habitual (grupo controle GII). O estudo ocorreu entre março e maio de 2015 e foram realizadas 3 visitas (logo após randomização, após 1 mês e 3 meses) para avaliação clínica, medidas antropométricas, aferição da pressão arterial, coleta de exames bioquímicos, recordatório alimentar das últimas 24 horas e orientação nutricional.

Resultados ou Descrição do Caso (quando Relato de Caso)

Dos 63 pacientes avaliados, 31 pertenciam ao grupo GI e 32 ao grupo GII. Apesar da redução da pressão arterial em 9,6% durante os 3 meses após randomização e aumento da proporção de pacientes em 3,2% com pressão arterial controlada no grupo GI após 3 meses, análises estatísticas demonstram que não houve diferenças significativas entre os grupos comparados. Foram observados redução da pressão diastólica com o aumento da ingesta de cálcio (p< 0,05) e elevação da mesma com o aumento da ingesta de sódio (p< 0,0055) em ambos os grupos.

Conclusões/Considerações Finais

Os resultados da pesquisa foram insatisfatórios. Não houve diferenças significativas entre os grupos controle e intervenção devido a baixa adesão dos pacientes a dieta dash, portanto seria necessário um número maior de participantes e um seguimento mais longo para mostrar a importância da avaliação nutricional e melhora dos fatores de risco modificáveis em pacientes com AVE prévio.

Palavras-chave

DASH, AVE, HAS

Área

Clínica Médica

Autores

CAMILA SINKOS, FERNANDA SINKOS, MAURÍCIO JOSÉ MEDEIROS, SARAH NASSER