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13º Congresso Brasileiro de Clinica Médica | 3º Congresso Internacional de Medicina de Urgência e Emergência

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Centrosul - / | 08 a 11 de outubro de 2015

Dados do Trabalho


Título

Características da sesta em adultos jovens: Subsídios para prescrição na prática médica

Fundamentação/Introdução

A rotina de adultos jovens está ligada a uma duração menor de sono noturno e uma maior sonolência diurna quando comparado com outras faixas etárias. De 33% a 60% das pessoas nesta faixa etária relatam que a sonolência diurna interfere nas suas atividades diárias de estudo ou trabalho. Uma das possíveis estratégias para reduzir essa problemática pode ser dormir um pequeno episódio de sono pós prandial, ou seja, “tirar uma sesta”.

Objetivos

Caracterizar a estrutura da sesta de voluntários de 18 a 33 anos. Assim poderíamos obter subsídios para prescrever sestas como uma opção para reduzir os prejuízos causados pela privação crônica de sono a qual adultos nesta faixa etária estão submetidos.

Delineamento e Métodos

Trata-se de um estudo prospectivo e observacional em que 47 voluntários, sem distúrbios de sono prévio e sem uso de substancias psicoativas ou tabagismo, foram incluídos. Os participantes foram acompanhados por um período de sete dias com actimetria e diário de sono e também foram avaliados em um dia de experimento em nosso laboratório por questionário e polissonografia. Esse questionário continha perguntas gerias, a Escala de Sonolência Epworth e o formulário de preferência diurna de Horne e Ostberg. A polissonografia foi utilizada para monitorar um período de 90 minutos de sesta.

Resultados ou Descrição do Caso (quando Relato de Caso)

A arquitetura da sesta não foi associada ao sexo, cronotipo, hábito de tirar sestas, idade ou duração de sono da noite anterior. Foi verificada uma correlação negativa entre o horário de acordar com a duração e porcentagem de sono de ondas lentas durante a sesta (p<0,001), ou seja, quanto mais cedo um indivíduo acorda maior a quantidade de sono profundo alcançado na sesta. Quanto à arquitetura da sesta, o sono total em média foi de 70±16 min, sendo que a latência média para início do sono N1 foi de 11±10 min, a latência para início de sono N2 de 17±12 min e para início de sono de ondas lentas (SOL) de 48±19 min. A latência para sono de movimento rápido dos olhos (REM), o qual ocorreu em 63,82% dos voluntários, foi 72± 17 min.

Conclusões/Considerações Finais

Acreditamos que as informações obtidas sejam relevantes para nortear as orientações que podem vir a ser oferecidas para prescrever sestas como uma alternativa para melhorar a qualidade de vida de adultos jovens. O planejamento de episódios de sono pode beneficiar o desempenho cognitivo, propiciando melhora na memória declarativa e não declarativa, atenção e redução de sonolência podendo ainda guiar necessidades específicas a depender da atividade desempenhada pelo paciente.

Palavras-chave

Sesta, adultos jovens, sono, sonolência, prescrição médica.

Área

Clínica Médica

Instituições

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS - São Paulo - Brasil, UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ - Paraná - Brasil

Autores

LINA RIGODANZO MARINS, SOFIA PEREIRA, FELIPE BEIJAMINI, MAURICIO RIGODANZO MOCHA, FERNANDO MAZZILLI LOUZADA