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13º Congresso Brasileiro de Clinica Médica | 3º Congresso Internacional de Medicina de Urgência e Emergência

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Centrosul - / | 08 a 11 de outubro de 2015

Dados do Trabalho


Título

AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA E DE ASPECTOS CLÍNICO – EPIDEMIOLÓGICOS EM PACIENTES COM ARTRITE REUMATOIDE EM AMBULATÓRIO ESPECIALIZADO EM REUMATOLOGIA NA MICRORREGIÃO NORTE DO CEARÁ

Fundamentação/Introdução

A artrite reumatoide (AR) é uma doença que gera inflamação articular, dano estrutural e impacto na qualidade de vida e seu perfil epidemiológico ainda é pouco avaliado na região nordeste, o que motivou a elaboração do estudo e a medida do impacto da doença na qualidade de vida em indivíduos da Microrregião Norte do Ceará, sobretudo percebendo critérios clínicos e tempo de doença.

Objetivos

Estabelecer o perfil clínico-epidemiológico e o impacto na qualidade de vida da AR em pacientes de ambulatório especializado de reumatologia na microrregião norte do Ceará.

Delineamento e Métodos

Estudo seccional em continuidade de caráter qualitativo/quantitativo. A amostra populacional do estudo é composta por pacientes atendidos em ambulatório especializado de Reumatologia na Policlínica Bernardo Félix de Sobral-Ceará, constando um total de 29 pacientes com AR. Foram avaliados dados clínicos- epidemiológicos e aplicados instrumentos validados para percepção e análise da qualidade de vida como o SF-36.

Resultados ou Descrição do Caso (quando Relato de Caso)

Dos 29 pacientes, 27 eram do sexo feminino (96,3 %), entre 29 e 74 anos, com média de 51 anos. A média do tempo de doença foi 13,2 anos. 66,6% dos entrevistados demoraram mais de um ano para a primeira avaliação reumatológica. 88,8 % estavam em uso de DMARDs. O metotrexate era o mais utilizado em 77,7% dos pacientes, sozinho ou em associação. 7,4% estavam em uso de imunobiológicos e 59% com corticoesteroides. 18,5% são FR positivo, 22, 2% FAN positivo e 11,1% anti-ccp positivo. 33,3%, 44,4% e 59, 25% respectivamente não realizaram FR, FAN e anti-ccp. Na análise da qualidade de vida, os valores dos domínios de 0-25% (muito baixo) foram obtidos em 85,1% nas limitações do desempenho decorrentes de problemas físicos, 55,5% no funcionamento físico, 29,6% na dor no corpo, 25,9% na vitalidade, 18,5% no funcionamento social, 14,8% na percepção geral de saúde e 11 % na saúde mental.

Conclusões/Considerações Finais

Destaca-se a demora na primeira avaliação reumatológica, o longo tempo de doença como fatores que influenciam diretamente em importante impacto negativo na qualidade de vida dos pacientes com AR avaliados, principalmente limitação funcional e dor.


Palavras-chave

Artrite Reumatóide, Qualidade de vida, Tempo diagnóstico, Dor, Capacidade funcional

Área

Clínica Médica

Instituições

Universidade Federal do Ceará - Ceará - Brasil

Autores

Felipe Peixoto Nobre, Christiane Aguiar Nobre, Alexandre Augusto Bastos Moura, Geisa do Vale Moreira, Rita Maria Diógenes Marques