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13º Congresso Brasileiro de Clinica Médica | 3º Congresso Internacional de Medicina de Urgência e Emergência

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Centrosul - / | 08 a 11 de outubro de 2015

Dados do Trabalho


Título

Utilização da Espirometria em pacientes com DPOC na Atenção Primária – Relato de Experiência

Fundamentação/Introdução

As doenças respiratórias crônicas representam um dos principais problemas de saúde pública em todo o mundo. Dentre elas está a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), cuja morbimortalidade associada justifica uma abordagem eficaz na atenção primária. A espirometria é uma prova de função pulmonar que avalia a capacidade ventilatória através da medição dos volumes dinâmicos de ar nos pulmões.

Objetivos

Descrever o uso da espirometria como método realizado na atenção primária, no diagnóstico e tratamento de pacientes com DPOC. Caracterizar o perfil dos pacientes quanto às variáveis sexo, idade, tabagismo, VEF1, relação VEf1/CVF, resposta ao broncodilatador, gravidade da doença e medicação em uso.

Delineamento e Métodos

Entre agosto de 2014 a janeiro de 2015 foram realizadas 11 espirometrias em pacientes com diagnóstico de DPOC. Os exames foram realizados na ESF Irmã Thereza Uber pelo médico de família e comunidade com espirômetro portátil da marca CONTEC, adquirido com recursos próprios. Para a realização do exame o paciente sentado era solicitado a colocar na boca o espirometro, inspirar profundamente e expirar com o máximo de força possível, sem prender o fôlego. Após três aferições eram borrifados 4 jatos na boca do paciente de salbutamol 100mcg spray, devendo este segurar a respiração. Após 15 minutos do primeiro exame eram feitas três novas aferições a fim de avaliar a eficácia do broncodilatador.

Resultados ou Descrição do Caso (quando Relato de Caso)

Os homens representaram 54,5% da amostra (n= 6). A média de idade foi 62,54 + 16,36 anos. Apenas 18,2% eram tabagistas (n= 2). A média do VEF1 foi 42% + 23,67%. Já a média da relação VEF1/CVF foi de 61% + 10,08%. Quanto à gravidade da DPOC, observou-se que a maioria apresentava distúrbio ventilatório obstrutivo grave (63,6%; n= 7), seguido de moderado (27,3%; n= 3) e muito grave (9,09%; n= 1). Ainda, em 81,2% dos casos houve resposta ao broncodilatador (n= 9). Os pacientes com distúrbio moderado tiveram prescrição de formoterol 12mcg/dia (n= 3); Formoterol 12mcg + budesonida 400mcg foi receitado para os pacientes com distúrbio grave (1 vez ao dia) e muito grave (2 vezes ao dia).

Conclusões/Considerações Finais

A espirometria, método diagnóstico essencial para classificação da DPOC, também influencia na escolha terapêutica, pois esta passa a ser feita de acordo com as necessidades do paciente. Sua utilização na atenção primária parece ser satisfatória, além de diminuir custos e contribuir para o aumento da resolutividade na atenção primária.

Palavras-chave

Espirometria; Doenças Respiratórias; Atenção Primária à Saúde

Área

Clínica Médica

Autores

Eliane Boschetti Assonalio, Julia Lais Hofler, Maria Paula Saccol, Denis Conci Braga, Silvia Monica Bortolini