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13º Congresso Brasileiro de Clinica Médica | 3º Congresso Internacional de Medicina de Urgência e Emergência

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Centrosul - / | 08 a 11 de outubro de 2015

Dados do Trabalho


Título

MANEJO CLÍNICO NA HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA: PRÁTICAS POPULACIONAIS EM ILHÉUS – BAHIA

Fundamentação/Introdução

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição clínica multifatorial caracterizada por níveis elevados e sustentados de pressão arterial.

Objetivos

Triar hipertensos e auxiliar os pacientes portadores de hipertensão no controle dos níveis pressóricos num bairro de Ilhéus – Bahia.

Delineamento e Métodos

Trata-se de um estudo descritivo e prospectivo desenvolvido em Ilhéus-Bahia nos anos de 2013 - 2014 pelo curso de Medicina da Universidade Estadual de Santa Cruz, por meio de aferição da pressão arterial (PA) e orientação sobre a HAS em um bairro do município. Os participantes buscaram o atendimento por livre demanda e foram abordados em três momentos: Inicialmente foi preenchido um cadastro com dados de identificação; se era portador e possuía fatores de risco para HAS. A seguir, a pressão arterial foi aferida, registrada no cadastro e no cartão de acompanhamento da PA entregue a cada participante. Por fim foram fornecidas orientações voltadas para adoção de hábitos saudáveis, considerando os fatores de risco e os valores obtidos na aferição da PA.

Resultados ou Descrição do Caso (quando Relato de Caso)

Foram cadastrados 357 participantes, sendo 67,22% do sexo masculino e 32,78% feminino, com 45,7 anos de média para idade. Do total, 37,80% relataram hipertensão, sendo 36,66% destes com nível pressórico controlado. Todavia 46,70% dos participantes encontravam-se com níveis pressóricos alterados (acima de 140/90 mmHg), demonstrando que 32,21% do total dos participantes encontravam-se com alteração nos níveis pressóricos e não relataram hipertensão prévia ou encontrava-se em descompensacão clínica da doença. Em relação aos encaminhamentos, 3,55% dos participantes foram orientados a procurar a Unidade de Saúde para manejo de crise hipertensiva, 26,17% orientados a retornar ao Quiosque, 62,42% tiveram consultas agendadas na USF e 8,06% orientados quanto a mudanças no estilo de vida sem encaminhamentos adicionais. No que tange a percepção dos fatores de risco para HAS, 35,01% relataram estresse, 12,04% Diabetes Mellitus, 28,01% alimentação hipersódica e 19,88% tabagismo. E quanto à exposição: 31,93% se declararam sedentários, 22,12% tabagistas e 5,04% consumo diário de bebida alcoólica.

Conclusões/Considerações Finais

O estudo demonstra a alta prevalência da HAS na comunidade, tendo parcela considerável dos participantes alterações nos valores pressóricos sem diagnóstico da doença. Em relação aos fatores de risco, apesar da maioria dos participantes ter conhecimento, muitos encontram-se expostos aos mesmos.

Palavras-chave

Hipertensão; Prevenção e controle; Atenção primária à saúde.

Área

Clínica Médica

Autores

Jordian Jorge Pinheiro , Anselmo Messias Ribeiro Silva Júnior, Gustavo Soares Correia, Luciana Cardoso SIlva Lima, Karoliny Santos Ribeiro