Attitude Promo
(48) 3047-7600 cbcm@attitudepromo.com.br
13º Congresso Brasileiro de Clinica Médica | 3º Congresso Internacional de Medicina de Urgência e Emergência

13º Congresso Brasileiro de Clinica Médica | 3º Congresso Internacional de Medicina de Urgência e Emergência

Centrosul - / | 08 a 11 de outubro de 2015

Dados do Trabalho


Título

OSTEOGÊNESE IMPERFEITA: TRATAMENTO CONSERVADOR DE FRATURAS NO HOSPITAL MARTAGÃO GESTEIRA EM SALVADOR-BA

Fundamentação/Introdução

A osteogênese imperfeita (OI) é uma doença genética caracterizada por fragilidade e deformidades ósseas, fraturas de repetição e baixa estatura. É considerada uma doença rara, ocorrendo 1 caso em cada 15.000 a 20.000 nascimentos, sendo sua prevalência de 1 em 200.000 indivíduos. Essa disfunção genética ocorre principalmente devido às alterações qualitativas ou quantitativas no colágeno do tipo I. A apresentação clínica é extremamente variável e inclui suscetibilidade aumentada para fraturas, massa óssea reduzida, baixa estatura, deformidades esqueléticas progressivas, escleróticas azuladas, dentinogênese imperfeita, frouxidão cápsulo-ligamentar e hipoacusia.

Objetivos

Relatar o caso de um paciente portador de osteogênese imperfeita que obteve sucesso com o tratamento conservador de suas fraturas.

Delineamento e Métodos

As informações foram obtidas por meio de análise clínica, revisão de prontuário, entrevista com a genitora do paciente e revisão da literatura.

Resultados ou Descrição do Caso (quando Relato de Caso)

Paciente B.A.R., sexo masculino, branco, 11 dias de vida, nascido em 26/01/2015 na Maternidade Professor José Maria Magalhães, de parto normal com IG de 38 semanas e 3 dias. Peso ao nascer: 2580 g; Comprimento: 43 cm; Perímetro cefálico: 32,1 cm; Apgar: 9 no 1º min e 10 no 2º min. Comparece ao Hospital Martagão Gesteira no dia 05/02/2015 acompanhado da genitora N.O.L.R. para consulta com ortopedista, encaminhada pela Maternidade Professor José Maria Magalhães, com radiografia e prévio diagnóstico de ortogênese imperfeita. Na radiografia foi possível detectar múltiplas fraturas: tíbia esquerda, clavícula direita e úmero direito. Ao exame físico: atitude de deflexão de membros, com deformidades em tíbia esquerda, úmero direito e warfe doloroso. Consulta de retorno em 19/02/2015 com fratura em consolidação, tendo sido orientado a genitora o retorno em 15 dias.

Conclusões/Considerações Finais

Baseando nas observações expostas e nos dados da literatura, o caso relatado traz à luz a discussão da terapêutica de uma situação incomum que é a osteogênese imperfeita. Evidencia ainda que embora adotada em uma minoria de casos, o tratamento conservador, quando bem executado e em pacientes adequadamente selecionados, é capaz de obter resultados satisfatórios e duradouros no que diz respeito ao alívio sintomático e melhoria da qualidade de vida, neste caso do paciente e da cuidadora.

Palavras-chave

osteogênese imperfeita, múltiplas fraturas não traumáticas, fraturas patológicas na infância, doença genética, esclerótica azul, dentinogenesis imperfecta, fragilidade óssea.

Área

Clínica Médica

Autores

Sáttia Lorena Patrocínio Aleixo, Fernando Cortizo Garcia, Thamires Novais Martins