Attitude Promo
(48) 3047-7600 cbcm@attitudepromo.com.br
13º Congresso Brasileiro de Clinica Médica | 3º Congresso Internacional de Medicina de Urgência e Emergência

13º Congresso Brasileiro de Clinica Médica | 3º Congresso Internacional de Medicina de Urgência e Emergência

Centrosul - / | 08 a 11 de outubro de 2015

Dados do Trabalho


Título

Taquicardia Supraventricular em paciente gestante de 17 semanas

Fundamentação/Introdução

As arritmias são a complicação cardíaca mais comum encontrada durante a gravidez em mulheres com e sem doença cardíaca estrutural. Esta patologia pode manifestar-se pela primeira vez durante a gravidez, e em outros casos, a gravidez pode provocar exacerbações em mulheres com doença pré-existente.
Em geral, a abordagem para o tratamento de arritmias durante a gravidez é semelhante, no entanto, devido aos efeitos adversos de drogas antiarrítmicas sobre o feto são normalmente reservadas para o tratamento de arritmias associadas com sintomas clinicamente significativos ou comprometimento hemodinâmico.

Objetivos

Demonstrar a importância dos diagnósticos diferenciais e condutas na emergência.
Ressaltar a importância do tratamento adequado individualizado para cada paciente.
Avaliar o risco materno fetal em relação aos tratamentos escolhidos

Delineamento e Métodos

Estudo descritivo com relato de caso de taquicardia supraventricular em paciente gestante de 17 semanas.

Resultados ou Descrição do Caso (quando Relato de Caso)

M.F.P, 33 anos, primigesta de 17 semanas, previamente hígida, deu entrada no Hospital Geral de Carapicuíba apresentando palpitação associada a hipotensão. No exame físico apresentava-se em regular estado geral, taquidispneica, taquicardica, afebril, lúcida e orientada. Na inspeção do aparelho cardíaco notava-se bulhas rítmicas normofonéticas sem sopros com frequência cardíaca de 250 batimentos por minuto e pressão arterial sistêmica de 90x70mmHg. No eletrocardiograma da admissão apresenta taquicardia supraventricular com frequência cardíaca de 250 batimentos por minuto. Foi administrada na sala de emergência 6 mg de adenosina sem reversão do quadro sendo necessária repetir a dose de 12 mg com reversão do quadro.
Durante internação foi excluída a possibilidade de hipertireoidismo com TSH e T4 normais. Realizou exame de holter evidenciando reentrada normal.
No seguimento foi introduzido verapamil para controle de frequência de acordo com o preconizado pelas diretrizes e a paciente permaneceu estável sem riscos durante o término da gestação e parto

Conclusões/Considerações Finais

Recomendações de tratamento são dificultados pela falta de estudos randomizados e muito pouco ou nenhum dado sobre a eficácia ou segurança de fármacos antiarrítmicos durante a gravidez. A escolha da terapia, em sua maior parte, é baseada em dados limitados de estudos em animais, relatos de casos e estudos observacionais, bem como a experiência clínica. Sempre que possível deve-se levar em consideração o risco benéfico do tratamento preconizado visando beneficiar a mãe e o feto

Palavras-chave

taquicardia; arritmia; gestação; adenosina

Área

Clínica Médica

Autores

Rafaella Pellicciotti Sousa, Bruno Amantini Messias, Pablicio Norberto Moura, Ana Carolina Lima Resende, Larissa Gonçalves Silva Carvalho