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13º Congresso Brasileiro de Clinica Médica | 3º Congresso Internacional de Medicina de Urgência e Emergência

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Centrosul - / | 08 a 11 de outubro de 2015

Dados do Trabalho


Título

Perfil epidemiológico da Dengue em um hospital privado

Fundamentação/Introdução

A Dengue é uma arbovirose de difícil controle e de fácil disseminação, apresentando um caráter endêmico de alto potencial epidêmico, sendo um problema de saúde pública que envolve inúmeros fatores socioambientais. No Brasil, a Dengue afeta constantemente a população e está relacionado à elevada infestação domiciliar pelo Aedes aegypti e infestações humanas pelos diferentes sorotipos do vetor. A doença pode manifestar-se por febre alta, mialgia, cefaleia, dor retro orbitária, petéquias, podendo evoluir rapidamente para sintomas hemorrágicos de gravidade variável, podendo levar inclusive ao óbito, em 12 a 24 horas.

Objetivos

Analisar a incidência e a gravidade dos casos notificados de Dengue de um Hospital Privado, no município de São José dos Campos-SP e no país, no período de março a junho de 2015.

Delineamento e Métodos

Trata-se de um estudo ecológico que utilizou as bases de dados do SINAN para os casos de notificação de Dengue no município e no país, bem como a base de dados do nosso serviço. Foram calculadas taxas de incidência, letalidade e proporção de óbitos segundo população por faixa etária, evolução do quadro, classificação final da doença e complicações.

Resultados ou Descrição do Caso (quando Relato de Caso)

A incidência de Dengue no Brasil no período de março a junho de 2015 foi de 77 casos para cada 100 mil habitantes. Em contraste, na cidade de São José dos Campos, a incidência foi de 2.329,62 casos para cada 100 mil habitantes, tendo ocorrido ao todo 6 óbitos. No nosso serviço foram notificados 916 casos de Dengue no período, sendo que 6 foram internados em UTI e 2 evoluíram a óbito. Acreditamos que o que mais contribuiu para as manifestações hemorrágicas foram as comorbidades preexistentes dos pacientes, como hipertensão arterial sistêmica (HAS), diabetes melito (DM) e câncer. Tivemos um paciente que evoluiu com síndrome de Guillain-Barré, outro com miocardite por Dengue, ambos com boa evolução. Tivemos ainda dois óbitos que foram em pacientes idosos, ambos com idade superior a 70 anos, portadores de HAS e DM e um deles com neoplasia de próstata em quimioterapia.

Conclusões/Considerações Finais

Sendo o nosso serviço uma referência no atendimento a saúde suplementar na região, era de se esperar que os casos mais graves fossem atendidos em nosso pronto-socorro, refletindo o número alto de óbitos em relação à cidade como um todo. A alta incidência no município, em contraste com o país, pode ser explicada em parte pela subnotificação em âmbito nacional.

Palavras-chave

Dengue, Epidemiologia, Hospital Privado.

Área

Clínica Médica

Instituições

Instituto Policlin de Ensino e Pesquisa - São Paulo - Brasil

Autores

Tatiana Siqueira Capucci, Karine Zendonadi Lima, Sylvio José Macedo Becker, Carlos Eduardo Rocha Santos, João Manoel Theotonio dos Santos