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13º Congresso Brasileiro de Clinica Médica | 3º Congresso Internacional de Medicina de Urgência e Emergência

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Centrosul - / | 08 a 11 de outubro de 2015

Dados do Trabalho


Título

Febre de Origem Indeterminada (FOI): Abscesso do Músculo Psoas

Fundamentação/Introdução

O abscesso do músculo psoas (AP) pode cursar com quadros graves. O AP primário está associado com infecção hematogênica por Staphylococcus e o secundário desenvolve-se a partir de infecção ou contaminação de tecidos próximos. Esta última, geralmente ocorre através da contaminação do sistema urinário ou gastrointestinal. Sacroileíte piogênica, infecção aórtica e prótese de quadril infectada são etiologias incomuns.
O AP é de difícil diagnóstico pois tem clínica variável e pode ter curso insidioso. Febre, dor nas costas e deambulação anormal são achados comuns. Se não tratado a mortalidade é de até 20%. Além do diagnóstico difícil, pode apresentar desafios no tratamento, que é a drenagem e ATB. Nos casos com infecção da prótese a remoção do implante pode ser necessária.

Objetivos

Relatar um caso incomum de FOI em paciente idoso e sua investigação diagnóstica.

Delineamento e Métodos

Paciente internado em um hospital de São Paulo.

Resultados ou Descrição do Caso (quando Relato de Caso)

Paciente 87 anos, sexo masculino. Deu entrada no pronto socorro com febre vespertina há 2 meses. Referia tosse seca, inapetência e emagrecimento. Antecedentes de dislipidemia e aneurisma de aorta abdominal (AAA) com prótese há 4 anos. Apresentava-se toxemiado, estável e com sopro sistólico mitral importante. Exames iniciais: provas inflamatórias elevadas e leucocitose com desvio à esquerda. Hemoculturas e urocultura negativas. A pesquisa de BAAR no escarro foi negativa, o que se repetiu na internação. Ecocardiograma transtorácico com insuficiência mitral moderada. Iniciou-se antibioticoterapia (ATB) para Endocardite. O paciente manteve-se com febre e foi encaminhado para a enfermaria.
Após 72 horas da ATB a febre persistia, porém com menor frequência. Começou a queixar-se também de dor lombar e à movimentação do membro inferior direito. Ultrassonografia de abdome (AAA com stent patente) e Tomografia (TC) de tórax (sem imagens sugestivas de infecção ou neoplasia) foram realizadas.
Novas hemoculturas foram colhidas, com crescimento de E. coli. Suspeitando-se de fístula entérica, foi solicitada TC de abdome que evidenciou AP direito, de grandes dimensões e íntima relação com saco aneurismático e stent. ATB ampla foi introduzida. Apesar dos riscos, abordagem cirúrgica do AP foi necessária. A biópsia mostrou características de lesão abscedada. Exame de controle com melhora da coleção, porém desfecho clínico desfavorável.

Conclusões/Considerações Finais

Os abscessos são causas comuns de FOI, mas suas localizações muitas vezes não são em sítios habituais, dificultando o diagnóstico.

Palavras-chave

Febre de origem indeterminada, Abscesso do músculo psoas

Área

Clínica Médica

Instituições

Santa Casa de Misericórdia de São Paulo - São Paulo - Brasil

Autores

Verônica Reche Rodrigues Gaudino , Vinicius Daresi Picosse, Mariana Pinheiro Xerfan, Ricardo Caetano VelaSquez Medeiros, Mariana Amélia Gasparetto de Toledo Silva