Attitude Promo
(48) 3047-7600 cbcm@attitudepromo.com.br
13º Congresso Brasileiro de Clinica Médica | 3º Congresso Internacional de Medicina de Urgência e Emergência

13º Congresso Brasileiro de Clinica Médica | 3º Congresso Internacional de Medicina de Urgência e Emergência

Centrosul - / | 08 a 11 de outubro de 2015

Dados do Trabalho


Título

USO INCORRETO DA TERAPIA DE SUPRESSÃO ÁCIDA (TSA) - IMPACTO ECONÔMICO PARA O SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS) DO BRASIL

Fundamentação/Introdução

Os inibidores da bomba de prótons e os antagonistas dos receptores H2 tornaram-se a base da terapia em distúrbios gastrointestinais superiores relacionados com o ácido. Evidências recentes sugerem que o tratamento de supressão ácida (TSA) é prescrito sem indicação apropriada para pacientes não críticos. A realização do trabalho de pesquisa teve como principal hipótese de que haja uso indiscriminado de antissecretores e protetores de mucosa gástrica no hospital do SUS escolhido para o estudo, o que possivelmente acarreta aumento dos custos e sobrecarga ao sistema de saúde

Objetivos

Estipular o impacto econômico do uso inadequado da TSA para o SUS, conforme dados de hospital de referência do interior norte do Brasil

Delineamento e Métodos

Estudo transversal, em que foram revisadas as indicações clínicas do uso de medicamentos antissecretores e protetores de mucosa em dados de internação de 149 pacientes internados em hospital de referência do interior norte do Brasil no primeiro semestre de 2015. Os dados foram tabulados no programa Epiinfo 7.0. Para cálculo do impacto econômico, foi utilizado o Banco de Preços em Saúde (BPS) do Ministério da Saúde do Brasil

Resultados ou Descrição do Caso (quando Relato de Caso)

Das prescrições analisadas, 62,42% apresentaram indicação clínica considerada como não clara. Destas 86% foram relacionadas aos inibidores de bomba de prótons (Omeprazol) e 14% em relação aos antagonistas de H2 (Ranitidina). De acordo com os valores disponibilizados para cada droga no BPS, considerando as diferentes vias de administração, foi estipulado o custo total de R$727,05, sendo esse valor apenas relacionado ao uso inadequado destes medicamentos em um período de aproximadamente 15 dias de internação, em dados de 149 pacientes. Se os valores encontrados nesse estudo puderem ser extrapolados para o total anual de internações da Região Norte do Brasil (46.501- Entre Julho de 2013 e Julho de 2014), é possível estimar que cerca de 29 mil internações apresentam uso inadequado da TSA, acarretando um custo estimado de R$ 140 mil só na Região Norte do Brasil.

Conclusões/Considerações Finais

É notável que o uso inapropriado de medicamentos acarreta não apenas possíveis danos aos pacientes, como também grande impacto econômico. Considerando o uso corriqueiro dos medicamentos relacionados à TSA, estratégias para a conscientização da prescrição correta desses medicamentos tornam-se cada vez mais necessárias, principalmente em tempos de crise econômica

Palavras-chave

Omeprazol; IBP; Antagonista H2; Ecônomia; Ônus;

Área

Clínica Médica

Autores

Jassônio Mendonça LEITE, Julianna Pinheiro Torres ROCHA, Rangel de Sousa COSTA, Rocio Camacho GONZÁLEZ, Izabella Santos NEGREIROS