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13º Congresso Brasileiro de Clinica Médica | 3º Congresso Internacional de Medicina de Urgência e Emergência

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Centrosul - / | 08 a 11 de outubro de 2015

Dados do Trabalho


Título

Tendências nacionais de mortalidade doenças infecciosas, Brasil, 1980-2012.

Fundamentação/Introdução

O perfil de mortalidade brasileiro vem mudando substancialmente nas últimas décadas. Nos anos 30, as doenças infecciosas eram a principal causa de óbito no país, englobando metade das mortes. Em 2007, esta proporção representava apenas 5% (1). Embora haja evidência de redução de mortalidade proporcional, não há estudos que analisem a tendência de mortalidade para o conjunto das doenças infecciosas no Brasil. Esta é uma ferramenta importante para monitorar o impacto das estratégias de controle.

Objetivos

Avaliar a tendência temporal da mortalidade por doenças infecciosas no Brasil de 1980 a 2012.

Delineamento e Métodos

Estudo descritivo e exploratório baseado na análise das taxas de mortalidade padronizada por doenças infecciosas, utilizando a população brasileira do ano de 2000 como padrão (método de padronização direta). As informações sobre causa básica de óbito, sexo e faixa etária foram extraídas do Sistema de Informações sobre Mortalidade entre 1980-2012. Utilizamos modelos de regressão linear Joinpoint para avaliação de tendência, considerando significativa a que obtivesse p<0,05.

Resultados ou Descrição do Caso (quando Relato de Caso)

Observou-se uma queda de 44% nas mortes por doenças infecciosas nas últimas três décadas no Brasil, variando de 89,8/100.000 habitantes em 1980 para 50,4/100.000 em 2012. A mortalidade evoluiu em quatro fases distintas: a primeira redução significativa ocorreu entre 1980 e 1991; sucedida por um aumento acelerado dos óbitos até 1994 com surgimento de epidemia de HIV. Houve uma redução substancial entre 1994 e 2000, principalmente após ampliação da terapia antirretroviral; e, finalmente, uma estabilidade nos últimos dez anos. Pneumonia e septicemia foram as principais causas de morte por causa infecciosa.

Conclusões/Considerações Finais

Apesar das reduções significativas das mortes por infecções, a persistência de taxas elevadas de mortalidade, em especial a sua estabilização nos últimos dez anos, enfatiza a necessidade de adoção de medidas de controle mais eficazes.

Palavras-chave

Mortalidade; Brasil; doenças infecciosas; doenças comunicantes

Área

Clínica Médica

Instituições

Secretaria de Saúde do Distrito Federal - Distrito Federal - Brasil

Autores

Amanda Rodrigues Costa, Nilton Cavalcante, Pedro Tauil